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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mãe e avó ao mesmo tempo


    Oito anos após o seu nascimento, uma criança escreve sobre a sua família na primeira aula na nova escola.

   “Meu papai é gay, minha mamãe que tem cinqüenta e cinco anos é a minha vovó, eu sou irmão do meu pai  e  meu titio é o meu irmão. Eu fui concebido num laboratório com o óvulo de uma amiga de papai e gerado na barriga da minha avó”.

   A ingênua professora disse a Joãozinho: “parabéns, que criatividade, creio que você será um ótimo escritor de ficção cientifica”. O menino respondeu: “não professora, isso não é ficção cientifica, é pura realidade”.

   Este caso aconteceu no México. Li a notícia na página de Ansa há duas semanas. Quanto à redação, eu a inventei, mas todos os dados contidos nela fazem parte da notícia.

   Imaginem como será a cabeça de uma criança concebida neste e em outros casos semelhantes que a Mídia não publica com freqüência, mas que já são realidade em muitos países do mundo.

  Hoje, se brinca com a pessoa, não se pensa muito nas conseqüências a nível pessoal e social de certos tipos de “experiências” que estão fazendo com a vida humana.

domingo, 25 de abril de 2010

A procura do pai biológico


Há alguns anos este título poderia parecer de filme de ficção cientifica, mas hoje, infelizmente, é uma dura realidade que muitos rapazes e moças vivem em muitos cantos do mundo. Na Austrália, Riley Denham, nascido graças à inseminação artificial, encontrou o seu pai biológico, Roger Clark de 64 anos.
A lei australiana permite aos “filhos de proveta”, depois de completarem os dezoitos anos, procurarem o “pai biológico”. Muitas pessoas investigam quem são os seus “genitores” para saberem toda a verdade sobre as suas existências. Essa lei só foi aprovada em 1988 no estado de Vitoria que resolveu o delicado equilíbrio do doador anônimo e o direito do conhecido conhecer a sua origem. Na França existe a lei do anonimato do doador; no Reino Unido, Suíça, Suécia, Holanda e Nova Zelândia criaram um banco de dados que pode ser consultado depois de completados os dezoitos anos. Nos Estados Unidos a polêmica está aberta porque existe a lei do anonimato, mas os clientes querem saber a origem dos doadores. Isso tem gerado um grande problema econômico.
           Estudos divulgados pela Human Reproduction revelam que 82% dos os filhos fecundação heteróloga querem conhecer as suas raízes. Muitos acreditam que conhecendo os doadores aumentaria o senso de identidade de cada um. Um jovem, Sebastien, disse: “Desgosto! Concebido em uma proveta, a 98 graus abaixo zero. Além disso, os meus pagaram por isso. Estou disposto a pagar caro para conhecer o meu verdadeiro pai”. Hoje se fala tanto de direito de informação e na França e nos Estados Unidos os bebês de proveta não tem o direito de saber nada sobre aquelas pessoas que contribuíram para as suas existências. Essa é uma das tantas contradições dos protagonistas da democracia moderna..